Doc Natureza • Floresta Nacional de Brasília

Esse é o Doc Natureza, uma atividade em desenvolvimento com objetivo de 'disponibilizar informações associadas ao tamanduá-bandeira com ênfase a remanescentes de vegetação nativa, comunidade biológica, dados técnicos, estudos, mapas e referências para interação virtual com a natureza'. Cada Doc vai ter um contexto especial, organizado por áreas temáticas, além de passar por atualizações, com ações para contribuir com conhecimento sobre a natureza local. Nessa fase experimental a natureza documentada está na Floresta Nacional de Brasília, com ênfase para Área 1, uma Unidade de Conservação localizada no Cerrado do Planalto Central, no DF do Brasil.

A Área
A Floresta Nacional de Brasília – FNB, também chamada pela população local simplesmente por 'Flona' é uma Unidade de Conservação – UC que cobre uma área de cerca de 9.000 hectares, dividida em áreas menores e separadas, e que contem diversos tipos de paisagens do Cerrado. Além de ser uma área responsável pela proteção de muitas nascentes que abastecem a maior represa de água da região, a Barragem do Rio Descoberto, responsável pelo fornecimento de 70% de toda água do Distrito Federal aproximadamente, a área possibilita atividades de observação da vida silvestre e ciclismo, dentre outras.

Essa Unidade tem áreas de Cerrado, bioma nativo da região, está caracterizada como UC de uso múltiplo sustentável com o foco na conservação da natureza, sendo uma das unidades de conservação do DF. Ela está mais precisamente localizada nas regiões administrativas de Taguatinga e Brazlândia, na composição da área metropolitana de Brasília no Distrito Federal. As suas áreas estão inseridas na Área de Proteção Ambiental – APA da Bacia do Rio Descoberto, além de também estarem próximas de APA’s como a do Planalto Central e da Cafuringa. Ela também está ligada diretamente ao Parque Nacional de Brasília – Parna de Brasília, que tem por objetivo a conservação de ecossistemas naturais e da biodiversidade do bioma. A comunidade, inclusive a científica, vem defendendo cada vez mais a necessidade de UC’s ao longo de territórios nacionais para a conservação de biomas e de suas funções ecológicas. 

A Floresta Nacional de Brasília possui uma rica diversidade de ambientes, como matas de galeria, vereda, campo sujo, campo limpo, campo de murundus e Cerrado stricto sensu. O clima, o solo e vegetação dessa área são típicos do Cerrado. Também concentra áreas de plantas exóticas, algumas com maior predominância, outras com mistura entre plantas nativas do Cerrado e plantas exóticas. 

Ainda sobre o clima é importante mencionar que o Cerrado tem duas estações bem definidas ao longo do ano: a estação seca que tem inicio a partir de março e a estação chuvosa com início a partir de setembro, com pequenas variações ao longo de cada estação, contudo marcadas pelo ciclo das chuvas.

Vista do Vale das Pedras; detalhe de uma Mata de galeria; Campos de murundus; Campo com Mata de galeria e vista para a cidade.

Histórico 
O período colonial foi caracterizado pela exploração mineral seguida de pecuária que alimentou a economia da região até o fim do século XIX. Pequenas vilas eram passagem dos comerciantes, mineradores e demais migrantes que vinham e partiam na busca de serviços ou terras para explorar. 
A região hoje do Distrito Federal era apenas uma área de passagem até o século XVII, sua ocupação foi iniciada com as primeiras expedições de bandeirantes pelos caminhos indígenas. Durante o século XVII ao XVIII, foram os bandeirantes que desbravaram o que antes apenas os povos indígenas conheciam.

Segundo entrevistas com moradores das Áreas da Flona, muitas propriedades foram vendidas, parceladas e invadidas, formando loteamentos agrícolas e ocupações clandestinas gerando um processo de urbanização. Ao final da década de 70 foi criada uma empresa (PROFLORA) pelo Governo responsável pelo reflorestamento das áreas da Floresta, áreas estas em terras públicas que apresentavam baixa ocupação. O objetivo foi introduzir e criar florestas de pinus, eucaliptos, espécies nativas, e controlar as invasões nas áreas de conservação. 

Moradores da Área 1 da FNB descrevem a paisagem com características de Cerrado e algumas picadas para transitar a cavalo. Pessoas passeavam, banhavam-se nos riachos, e diversos currais de cavalos foram instalados às margens do córrego que recebe esse nome: Córrego dos Currais. Os moradores lembram também que aos poucos a PROFLORA foi arando para o plantio de eucaliptos e pinus, além de cortes do reflorestamento e utilização das árvores pouco desenvolvidas para a elaboração de carvão. Relatam ainda que na Área 2 havia o viveiro de mudas. 

Na Área 2 havia predominância de Cerrado até meados da década de 1960 e pouca ocupação. A empresa ocupou a área e realizou o reflorestamento a partir de 1973, uma área de suma importância, funcionando como uma barreira ao avanço da ocupação no entorno do Parque Nacional de Brasília. Das áreas essa é a mais alterada e com presença antrópica. 

A história da Área 3 antes de receber o reflorestamento foi marcada por diversos usos antrópicos, além de ocupações de propriedades agrícolas e urbanas. Desde a urbanização por volta de 1930 se tem notícias da exploração da cascalheira para a manutenção das vias, assim como abertura de áreas para o pastoreio de gado, plantio. Em meses de calor a região recebia a população para lazer em áreas de banho próximas ao rio Descoberto.

Já a Área 4 foi a última a ser reflorestada no início da década de 1980, e permaneceu sem ocupações clandestinas até início dos anos 1990. Antes do reflorestamento a área era composta de Cerrado e pertencia às fazendas coloniais que foram desapropriadas com a construção de Brasília. O bioma foi cortado por correntes e no seu lugar foram colocadas mudas de pinus e eucalipto e esse processo acarretou na diminuição da água em todos os cursos onde houve esse florestamento. Então, em 1999 a Flona de Brasília foi criada com o objetivo de constituir um cinturão verde para assegurar a preservação dos mananciais e do Parna de Brasília, sobre áreas dos plantios de pinus e eucaliptos.

Áreas Úmidas
Nessa UC as áreas úmidas são ecossistemas de ambientes terrestres e aquáticos, continentais, naturais, permanente ou periodicamente inundados, de águas doces, com comunidades de plantas e animais adaptados a sua dinâmica hídrica.

Com foco nisso, as áreas úmidas contemplam exímio papel em suas utilidades nos ecossistemas. Sendo importantes para regulação das chuvas, drenagem de água pelo solo, e maior disponibilização de recursos hídricos para o ecossistema, as áreas úmidas são uma parte central de todo o agregado. Berços de biodiversidade, como elas são, carregam em grande parte funções e habitats únicos que evitam extinções, que por sua vez, evitam o colapso de ecossistemas que funcionam em uma boa ciclagem.

Área de campos de murundus alagada na região do Córrego dos Currais; Espelho d'água na área de nascente do Ribeirão das Pedras.

Na Flona de Brasília, uma importante área úmida é a vereda, lar de araras-canindés, palmeiras de buriti e mamíferos, ecossistema de extrema importância ao Cerrado brasileiro e que carrega águas límpidas riachos abaixo. Há também áreas alagáveis, como a extensa área de campo de murundus na região de nascente do Córrego dos Currais, que costuma apresentar 'cheias' em períodos da estão chuvosa do ano. Também áreas que permanecem alagadas ao longo de todo ano, como a região da nascente do Ribeirão das Pedras, o principal curso d'água da UC e outras tantas nascentes que compõem essa micro bacia hidrográfica. Há também muitas matas de galeria que se conectam ao Ribeirão.  
 
Ainda assim, o encontro de áreas úmidas não poluídas vem se fazendo cada vez mais raro nos dias atuais, causando a perda de habitat, e, portanto uma extinção local que possa influenciar em extinções de escalas sub-globais. Deste ponto de visto, não existem benefícios a nenhuma das partes quando há a perda de ecossistemas que antes eram veredas na paisagem afetada em questão. Já os prejuízos são grandes e a recuperação, aparentemente não é total. Nesses princípios o respeito ao meio ambiente, seu uso sustentável e principalmente sua conservação, se fazem mais do que necessário, se fazem quase obrigatório.

Fitofisionomias
Antes de descrever brevemente a paisagem florística da Unidade, relembramos que fitofisionomia pode ser interpretada como a 'cara' ou aparência de um local no Cerrado, com uma composição vegetal típica do bioma. Na FNB podem ser observados ecossistemas como formações florestais, savânicas (Cerrados) e campestres. Dentro das áreas da Flona de Brasília uma das fitofisionomias “intocadas” mais encontrada seria a Mata de Galeria. Essas matas têm a dispersão ao longo de córregos ou riachos, sendo sua principal característica o toque ou união entre as copas das árvores dos lados desse curso d'agua, a formar um 'telhado' sobre esse curso e a própria galeria, formada pelo conjunto de árvores laterais. Essas formações vegetais concentram grande quantidade de espécies da flora, abrigam muitas espécies de animais, desde borboletas até mamíferos de grande porte, umidade e muitas interações.  

Área de campo rupestre; Cerrado ralo com Mata de Galeria; Cerrado típico. 

Há também áreas de Cerrado Típico, com as árvores em menor quantidade, também arbustos, num estrato herbáceo, com parte de vegetação mais densa, por vezes mais rala. Existem ainda as fitofisionomias de formação campestres, como campo sujo e até mesmo algumas áreas de campo limpo, mas o tipo que mais pode ser encontrado seriam os Campos de Murundus. Essa fitofisionomia apresenta pequenas elevações circulares ou micro montes, com têm a característica de serem alagadas no período de chuva. É comum apresentar poucas árvores, arbustos, dentre outras espécies típicas da flora do bioma.

Espécies silvestres
Na UC existem áreas que são utilizadas tanto para caminhadas e trilhas como também para pesquisas, observação de animais e documentação, principalmente da avifauna, entomofauna, herpetofauna, mastofauna, e também da flora, espécies como o buriti e a canela-de-ema. Atividades que incluem a conservação de espécies de fauna e flora são muito importantes, para conhecimento e divulgação, pois a área é cercada por urbanização, moradias e alta densidade populacional, além de invasões, o que pode contribuir para o manejo errôneo do solo. Torna-se necessária a ação de divulgação de dados sobre a ocorrência e os cuidados para conservação de áreas naturais, como a da Flona de Brasília. 

Tamanduá-bandeira no Cerrado; cascavel; tucano; peixes; besouro; triatomíneo na lobeira; lepidóptero; gafanhoto; anta. 

As espécies silvestres mais comuns são carcará, tucano, seriema, coruja-buraqueira, além de muitos pássaros. Há também jararacas, cascavéis, teiú, a anta, o lobo-guará, mão-pelada e o tamanduá-bandeira. Também ocorrem pequenos roedores e morcegos. Da flora encontra-se caliandra, buriti, pau-santo, dalbergia, pequi, embaúba, bate-caixa, sempre-viva, dente outras espécies do bioma. Formigas, cupins, muitos lepidópteros (borboletas e mariposas), abelhas, gafanhotos, vespas, muitos besouros vivem na UC. 

Buriti; sempre-viva; bate-caixa; flor de pequi; caliandra; mimosa; lobeira; canela-de-ema; quaresmeira.
Desmatamento
Um dos instrumentos mais eficazes para promover a conservação da natureza e promover o desenvolvimento sustentável é o estabelecimento de áreas protegidas. Regiões passíveis de renovação, adaptação a novos contextos e novas necessidades, e que ao mesmo tempo seguem contribuindo, de forma significativa, aos interesses sociais em função principalmente da manutenção dos serviços prestados por seus ecossistemas.

A partir da implementação de UCs, um grande desafio é atingir os objetivos pelos quais foram criadas. Sendo essencial um planejamento bem estruturado, a ser seguido para qualquer intervenção em uma área natural especialmente protegida.

As UC devem dispor de um Plano de Manejo, ou seja, um documento técnico fundado nos objetivos gerais que estabelece seu zoneamento e as normas que para o  uso da área e o manejo dos recursos naturais (Lei 9.985/2000, Art. 2º - VIII, Inciso XVII). Sendo assim, o plano de manejo é o instrumento que fornece base para a conservação dos recursos naturais presentes na UC e orienta a boa aplicação dos recursos públicos em suas respectivas gestões. O Plano de Manejo da Floresta Nacional de Brasília foi publicado em 2016.

A Floresta Nacional de Brasília abriga uma rica diversidade de ambientes, como matas de galeria, campo úmido e campo sujo, campo limpo, campo de murundus e cerrado stricto sensu. Um perigo à integridade da UC está no processo de ocupação desordenada que vem acontecendo desde a sua criação, podendo comprometer a qualidade e quantidade da água de mananciais responsáveis pelo abastecimento de cerca de 65% da população do Distrito Federal. 

Atualmente, as UCs ocupam aproximadamente 42% da área do DF, porém muitas destas áreas apresentam edificações ilegais, levando a contaminação, a assoreamento dos corpos d'água e impactando à biodiversidade.

Vizinhança
Como citado anteriormente a região da FNB se encontra nas Regiões Administrativas (RA) Taguatinga e Brazlândia. De acordo com o IBGE contando as duas regiões a população dessas áreas em 2010 era de 418.605 pessoas e 95.99% viviam na cidade. Comparando as duas, a cidade de Taguatinga tem uma taxa maior da população vivendo na cidade com 99,56 % enquanto em Brazlândia tem 73,60%, ou seja, Taguatinga é a área mais urbanizada. Em relação a migração a maioria populacional de Brazlândia nasceu no Distrito Federal (56,2%) e em Taguatinga a maioria é imigrante de outros estados (51,8%), principalmente da Região Nordeste (29,2%).

No entorno das áreas da Flona de Brasília já existe um grande aumento de áreas urbanas bem próximas ao limite com a UC, principalmente com casas nessas duas RA e com registros de domicílios do tipo barraco principalmente em Brazlândia. Em 2001 foram registradas 503 famílias morando na Flona do DF, com um total de 2.050 pessoas entre chacareiros, posseiros antigos e invasores. Em 2011 já havia mais de 3 mil moradores irregulares e com poder aquisitivo mais alto como servidores e policiais civis, algumas casas possuem até piscina e campo de futebol. Vale ressaltar que Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) permite a permanência apenas de populações tradicionais nas florestas nacionais.

Em relação a vizinhança, a Área 1 tem ao norte o Parque Nacional de Brasília, além de áreas agrícolas e rurais, a leste a Área 2, outros remanescentes e ocupação humana. Ao sul há cidade, numa importante área urbana do DF e a oeste mais áreas rurais e agrícolas.  

Fogo 
O fogo está presente na história natural do Cerrado, portanto comum neste bioma. Os incêndios sofrem influência de agentes naturais típicos da natureza, como altas temperaturas, raios e em determinadas épocas, a baixa umidade do ar. No entanto, cada vez mais os incêndios tem sido frequentes e causados por atividade humana, nessa e em outras áreas de distribuição do Cerrado. No caso dessa área, os incêndios tiveram e têm um potencial de destruição proeminente para a biodiversidade e para a área de proteção como um todo. Ocorrem em decorrência da intervenção humana, como em queimadas de lixo ou até mesmo incêndios intencionais. 

Alguns incêndios registrados nos últimos anos na Unidade.

A utilização e manejo do fogo no Cerrado ainda levanta uma discussão, portanto ainda não chegou a um consenso geral, uma vez que o fogo hoje em dia ocorre com uma frequência muito maior que no passado e as áreas naturais são cada vez menores, talvez aumentando o impacto de incêndios frequentes. Posto isso, é válido pontuar que a incidência de incêndios na Floresta Nacional de Brasília é um desafio delicado e que requer especial atenção, tanto dos administradores da unidade quanto da população, que deve ser devidamente advertida e conscientizada a evitar o início de focos de queimada. 

’’Em 2011,  foi registrado um incêndio de grandes proporções, que atingiu aproximadamente 70% da Área 1 da FNB, incontrolável mesmo com a presença de mais de 200 bombeiros e utilização de avião. Ocasionando a morte de vários animais, dentre os quais estavam 3 tamanduás-bandeira. No levantamento realizado por Silveira et al. (1999), logo após um grande incêndio no Parque Nacional das Emas, verificou que a espécie teve o maior índice de mortalidade foi o tamanduá-bandeira, devido a pouca agilidade para a fuga e pelo inflamável, um total de 21 carcaças de tamanduá-bandeira, duas de veado-campeiro, uma de anta e duas de tatu-canastra foram registradas.’’ 

Ao se constatar o potencial destruidor do fogo pela lamentável perda de biodiversidade e devastação de área verde que o mesmo pode causar, pode-se compreender melhor a importância da atenção e do debate acerca de incêndios na Floresta Nacional de Brasília, além da importância da demarcação de áreas que já sofreram com a ação do fogo dentro da floresta, para se proceder especial atenção e medidas para regeneração da área afetada.

Os problemas de incêndios são menores em razão do trabalho de grande importância das brigadas de incêndio. Essas brigadas cumprem um papel decisivo na prevenção e nos momentos de fogo. Além das brigadas oficiais, há também as brigadas voluntárias. Por isso, fica aqui a nossa singela homenagem e gratidão!   

Estradas
Atropelamentos estão entre as principais ameaças para a fauna silvestre, o que também prejudica a flora, tendo em vista a diminuição de ocorrência dos animais e, por consequência, as atividades associados e interligadas às espécies. Em todas as áreas que possuam a presença de animais silvestres próximo às estradas por causa de áreas naturais fragmentadas ao seu redor, é necessária a implantação de sistemas de sinalização inteligentes, com iluminação em períodos noturnos, para os motoristas manterem a atenção na pista e para a redução da velocidade em caso de exceder a velocidade da via, além de cuidados como rodovias bem estruturadas, dentre outras medidas.

A presença de mamíferos ameaçados de extinção nas proximidades das rodovias é comumente registrada na UC. Ao contrario do que se pensa, as aves também sofrem com colisões em áreas próximas a rodovias, além de outros grupos da fauna terrestre, como sapos e serpentes. No interior da UC os animais mais comuns de serem encontrados atropelados são repteis. A Área 1 tem por influência as seguintes rodovias: a norte e leste a BR-251 - DF-001/DF-080; Na parte sul a BR-070 e a oeste, mais afastada a DF-450. Além dessas rodovias, há estradas de terra que dão acesso a áreas rurais. As outras áreas que compõem a UC também tem acesso a rodovias importantes. 

Rodovias próximas à Unidade de Conservação.

Levantamentos realizados pela iniciativa Rodofauna, atividade vinculada ao Instituto Brasília Ambiental, órgão ambiental do DF, apontaram para pontos críticos na Unidade da Federação, dentre eles um trecho situado entre a BR-251 - DF-001/DF-080, onde fica a maior conexão entre as UCs.

O direito de ir e vir com segurança das pessoas precisa ser estendido a todas as formas de vida, a fim de evitar prejuízos financeiros, de saúde publica e ecológicos em razão de acidentes que podem ser evitados. 

Importância
Os motivos pelos quais reforçam a importância de cuidar da Floresta Nacional de Brasília são muitos. Por concentrar, regular e colaborar para o fluxo hídrico na bacia hidrográfica de grande contribuição para a população do DF. Por ter relevo pouco acidentado, permite boa prática de ciclismo e de trilhas, com um circuito dedicado a essas atividades. Além de possuir intensa atividade biológica, ser capaz de estocar carbono, melhorar a qualidade do ar da região e muitos outros serviços ambientais. Na existência fitofisionomias do Cerrado que servem de abrigo, áreas de alimentação e reprodução para de espécies nativas. Além de tudo, tem áreas alteradas que oferecem indicadores sobre a vida silvestre e podem contribuir para melhor entender processos e as atividades de manejo em paisagens assim. 

Área de trilha com árvores exóticas; região do Córrego dos Currais alagada; acesso a trilhas da UC; pôr-do-sol no Vale das Pedras. 

Conheça no mapa.

Doc Natureza produzido por Clara Fernandes, Débora Tomiatti, Jonathas Gomes, Nathan Gurgel, Nycolle Castro, Vinícius Coelho, Yasmin de Lima e Rodrigo Viana. Todas as fotografias são do acervo institucional. Coordenação de Educação e Coordenação de Pesquisa do Instituto Jurumi.

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