8º Congresso Brasileiro de Herpetologia


Do Planalto dos Terena à Planície dos Xaraés | 14 a 18 de Agosto de 2017

Muito antes de surgir, o Mato Grosso do Sul não viu florescer apenas as flores que brotam entre as veredas e campos rupestres dessa terra, mas abrigou diversas etnias que moldaram seus costumes e ajudam a compor a história de nossa nação. A nossa história. Suas duas maiores ecorregiões, Cerrado e Pantanal, foram palco para duas importantes tribos: os Terena e Xaraés. Os primeiros, povos agricultores e ceramistas que até hoje têm seus representantes que mantém viva sua cultura; os segundos, habitantes extintos da planície pantaneira com rebuscada organização social e que levaram os primeiros exploradores a chamar de Mar de Xaraés o que hoje chamamos por Pantanal. Dessa forma, cai sobre estas etnias nossa singela homenagem no 8º Congresso Brasileiro de Herpetologia e nosso reconhecimento por todas aquelas que um dia também ocuparam este chão.


O logo do 8º Congresso Brasileiro de Herpetologia foi inspirado na arte dos índios Kadiwéu, povo conhecido como índios cavaleiros que lutaram durante a guerra do Paraguai, e que hoje vivem na região Sul do Pantanal. A cultura desses índios é diferente da cultura dos outros povos que habitaram o Brasil ou até mesmo a América do Sul. Sua arte foi muito estudada por Darcy Ribeiro, Claude Levi-Strauss e Guido Boggiani. Ela reflete o sistema de sua sociedade que se dividia entre nobres, plebeus e escravos em um complexo de figuras que são carregadas de significado e valor. De acordo com Levi- Strauss, possivelmente até mais complexas que o renascentismo europeu.


Crédito das imagens: Site 8º Congresso Brasileiro de Herpetologia.

Cabe às mulheres, figuras centrais e, por vezes, chefes das tribos, o desenvolvimento da arte. Seu estilo é marcado pelo dualismo, linhas retas e curvas, retângulos, círculos, degraus, espirais usando praticamente todas as formas geométricas conhecidas. É marcante sua busca por equilíbrio e simetria mesmo incompleta. De acordo com Ribeiro, as cores tradicionalmente usadas são o preto azulado do jenipapo, o vermelho do urucu e o branco da palmeira bocaiúva. Antigamente, eram pintados partes do corpo ou couro. Porém, atualmente, é possível encontrar vasos de cerâmica, pratos, animais, enfeites de parede e outras peças  que são comercializadas e são parte importante do sustento dessa comunidades. Em Campo Grande é possível visitar a Aldeia Urbana Marçal de Souza, o Museu das Culturas Dom Bosco (Museu do Índio), o Monumentos do Índio, e a estátua do Guerreiro Guaicuru. Esses três últimos estão localizados no Parque das Nações Indígenas. Interessados em adquirir as artes dos índios Kadiwéu, podem encontrá-las da Casa do Artesão, em Campo Grande.

O Instituto Jurumi colabora para a realização do 8º Congresso Brasileiro de Herpetologia, importante encontro científico, educacional e cultural do Brasil.

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